|
Évora : Empresa Municipal vai gerir espaço Culturais e Desportivos |
|
01-abr-2008 |
O presidente da Câmara de Évora esclareceu ontem que a criação de uma empresa municipal para a cultura destina-se à promoção e gestão de espaços culturais, desportivos e de lazer da cidade.
José Ernesto Oliveira acusou a oposição de lançar a confusão sobre esta matéria.
“Esta empresa não visa o apoio aos agentes, não é isso que está em causa”, disse o autarca, considerando que “confundiram propositadamente, porque lhes interessa arregimentar algumas opiniões para colher apoios”.
Sobre a eventual saída do Cendrev do Teatro Garcia de Resende, o autarca diz que “não é o momento para demonstrar essa preocupação”.
“A criação desta empresa tem a ver apenas com a promoção e gestão de espaços culturais, desportivos e de lazer”, afirmou José Ernesto Oliveira.
A avaliação de rentabilidade e a saída do Cendrev do Teatro Garcia de Resende, são os pontos mais contestados pelo vereador comunista.
“Não estamos de acordo num certo tipo de avaliações que são feitas sobre a capacidade da cidade de produzir e consumir um certo número de espectáculos”, disse João Andrade Santos, repudiando a forma como o estudo se refere ao Cendrev, “parece-nos indecorosa”.
“Se o objectivo da empresa é esse, então que se seja claro à partida”, disse.
Por outro lado, o vereador do PSD pede consenso entre as entidades envolvidas e só apoia a criação da nova empresa municipal com duas condições.
“Não posso entender esta empresa municipal como mais uma fonte de despesismo”, disse António Dieb, adiantando que “só a poderei aprovar se o Conselho de Administração, integralmente, não remunerado e que todos os funcionários a integrar na empresa municipal sejam, exclusivamente, recrutados de entre funcionários com vínculo ao quadro de pessoal da Câmara Municipal de Évora”.
A proposta de criação da empresa municipal não chegou a ser discutida na reunião de Câmara de ontem, por decisão da CDU, voltando à ordem de trabalhos na próxima reunião, a 9 de Abril.
|