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Sexta, 29 Janeiro 2010 10:42 |
O plano de actividades e o orçamento da Câmara de Évora para este ano foram aprovado quarta-feira à noite.
Os documentos, que ascendem a 81 milhões de euros, são caracterizados pelo presidente da município, José Ernesto Oliveira, como "rigorosos e ambiciosos".
“É de rigor porque a situação financeira que os municípios em geral passam obriga a que a gestão da coisa pública seja feita com muita atenção, pragmatismo e com uma definição clara das prioridades e dos objectivos”, afirmou o autarca.
Por outro lado, acrescentou, “é de ambição porque, apesar da situação difícil, é preciso não abrandar o nível de investimento e a dotação de infra-estruturas necessárias”.
Por sua vez, o vereador comunista Eduardo Luciano afirmou que “a receita de 81 milhões é perfeitamente irrealizável”, explicando que o orçamento, proposto pelo executivo socialista, admite gerar receita com a venda de terrenos do município.
“Não se percebe como é que, num momento de grande crise, se vendem terrenos”, questionou.
O vereador da CDU sustentou ainda que este orçamento “tenta tapar as dificuldades financeiras da câmara e que não reflecte qualquer ambição e proposta credível para o território”.
Já o vereador do PSD António Costa Dieb frisou que o plano de actividades e o orçamento para este ano não satisfazem, explicando a abstenção na votação com a necessidade de “assegurar o normal funcionamento da instituição”.
“Um orçamento acima de 80 milhões de euros, tendo em conta o histórico de receita do município, é incomportável”, considerou o vereador social-democrata, destacando a redução de 83 milhões (proposta inicial) para 81 milhões de euros.
“Nós propusemos que o orçamento de despesa andasse na ordem dos 50 milhões. Apesar do nosso esforço e de um sinal positivo que foi dado, é manifestamente insuficiente”, afirmou.
O plano e o orçamento da autarquia receberam contributos do vereador do PSD, entre os quais a instalação de um balcão único municipal e a criação de um portal ambiental na Internet.
Os documentos foram aprovados graças ao voto de qualidade do presidente da autarquia, já que os três vereadores do PS votaram a favor e os três vereadores da CDU contra, tendo o único eleito do PSD optado pela abstenção.
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