|
Quinta, 04 Março 2010 14:26 |
Serviços de finanças e de autarquias encerrados e escolas sem funcionar, devido à falta de funcionários auxiliares, são hoje os efeitos mais visíveis, no Alentejo, da greve da Função Pública.
O presidente da direção distrital de Évora do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, José Manuel Anjos, adiantou à Lusa que "nove dos 14 serviços de Finanças do distrito estão encerrados".
Já segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, no distrito de Évora a adesão ronda os "100 por cento em várias câmaras".
Arraiolos, Montemor-o-Novo, Mora e Vendas Novas, onde "apenas um funcionário, entre 260, está ao serviço", são os exemplos.
Mas também há municípios com baixo nível de adesão, como Mourão (6,2 por cento) e Vila Viçosa (16,5 por cento).
Na área da educação, os sindicatos asseguram haver escolas no Alentejo que não estão a funcionar: Campo Maior (Portalegre), Ferreira do Alentejo e Aljustrel (Beja) e duas secundárias da cidade de Évora.
Apesar destes casos, Joaquim Páscoa, presidente do Sindicato dos Professores da Zona Sul (SPZS), reconheceu que "a maior parte das escolas da região está a funcionar".
No que respeita à Saúde, segundo dirigentes do Sindicato da Função Pública do Sul e Açores, o Hospital de Évora registou no turno da noite, em termos de pessoal auxiliar, "uma adesão de 60 por cento" e as unidades hospitalares de Portalegre e Elvas atingiram "os 75 por cento".
Na cidade de Portalegre, a Câmara Municipal local assegurou que a recolha de lixo foi realizada, ao contrário do que aconteceu em Évora, e que a maioria das escolas básicas, ao início da manhã, estavam em funcionamento.
|