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Quarta, 10 Março 2010 14:20 |
A diretora do Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, Maria José Morgado, defendeu hoje a criação de um tribunal central para julgar a criminalidade altamente organizada e a eliminação da fase de instrução do processo.
Maria José Morgado falava na comissão parlamentar de acompanhamento do fenómeno da corrupção, durante a qual apresentou as principais dificuldades da investigação criminal e algumas propostas de melhoria.
A procuradora geral adjunta defendeu a existência de um tribunal central especializado em julgar a criminalidade altamente organizada, entre a qual a financeira.
Outra das propostas defendidas hoje por Maria José Morgado foi a "eliminação da fase de instrução", considerando-a "uma inutilidade face aos mecanismos de sindicância no inquérito" provocando aquilo a que designou de "morosidade mórbida".
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